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O
presente trabalho tem como pretexto a unidade temática Questionamento
da cultura científico-tecnológica (programa de Intr.
à Filosofia, 11º ano)
[Sinopse
do filme (de Andy Wachowski e
Larry Wachowski, 1999 - USA)
"Em um futuro próximo, Thomas Anderson, um jovem programador
de computador que mora num cubículo escuro é atormentado
por estranhos pesadelos nos quais se encontra conectado por cabos e contra
sua vontade a um imenso sistema de computadores do futuro. Em todas essas
ocasiões, acorda gritando no exacto momento em que os eléctrodos
estão para penetrar no seu cérebro. À medida que
o sonho se repete, Anderson começa a ter dúvidas sobre a
realidade. Por meio do encontro com os misteriosos Morpheus e Trinity
descobre que é, assim como outras pessoas, vítima do Matrix,
um sistema inteligente e artificial que manipula a mente das pessoas,
criando a ilusão de um mundo real enquanto usa os cérebros
e corpos dos indivíduos para produzir energia. Morpheus, entretanto,
está convencido de que Thomas é Neo, o aguardado messias
capaz de enfrentar o Matrix e conduzir as pessoas de volta à realidade
e à liberdade"]
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MATRIX
Ana Carolina Marques
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11º O (ESAM 2003/04) |
“Humanos precisam das máquinas para sobreviver no dia-a-dia
-- e as máquinas, dos humanos para conseguir a energia para sobreviver.”
Problemas
- Somos dependentes da Ciência? Porquê?
- Até que ponto deveríamos permitir que a nossa sobrevivência
dependesse da tecnologia?
Tese
A nossa dependência da Ciência, e principalmente
da tecnologia, poderá trazer-nos problemas.
Argumentos
A Ciência contribuiu em grande parte para o desenvolvimento
da humanidade. Dela conseguimos curas para certas doenças e outros
conhecimentos fundamentais, essenciais para a sobrevivência e
melhor vivência humanas. Dela (Ciência) estamos totalmente
dependentes para sobreviver, pois aprendemos e habituámo-nos
a viver com um estilo de vida totalmente dependente das suas técnicas
e conhecimentos.
A curiosidade e a inteligência humanas permitiram
a evolução da Ciência. Começámos a
exigir padrões de vida que só poderiam existir graças
à Ciência.
A tecnologia, tal como a Ciência e graças
à Ciência, tornou-se essencial; tornou-se o ar que respiramos.
Na luta pela libertação, pela autonomia -- na procura
de um maior conforto e mais tempo livre -- apenas conseguimos fazer
com que mais dependentes estejamos da tecnologia. Desde os exemplos
mais banais como a electricidade, os meios de transporte, os meios informáticos
e de comunicação, etc. O que seríamos nós
sem tecnologia?
Em Matrix os humanos chegaram a um tal ponto
de dependência que os próprios diziam que nada viveria
se não fossem as máquinas, a tecnologia que lhes fornecia
ar, água, mantimentos… Claro que esta maquinaria não
funcionaria sem o conhecimento humano, mas nesse mundo outras máquinas
governavam, elas próprias inteligentes; são como um vírus
informático, não dependem dos humanos, e assim iniciam
uma batalha contra os seus criadores. Estes estão num nível
de notória inferioridade: as únicas armas humanas são
a sua inteligência e o equipamento conseguido a partir dessa inteligência
-- só que, tendo já esse equipamento conhecimento próprio,
nada o impedirá de destruir a raça humana de uma forma
rápida e eficaz.
Esta dependência pode trazer consequências
catastróficas para a humanidade. Uma pequena falha num sistema
mundial pode lançar o caos e a desordem no planeta. Mas não
precisamos de ir tão longe; basta olharmos para o nosso dia-a-dia:
para as horas em que ficamos à espera de tratarmos de simples
contas e pagamentos, que uma falha no programa está a atrasar,
por exemplo.
| Este texto faz parte de
um trabalho onde se olha a ciência através do cinema
e tem a seguinte estrutura: |
[Jun/2004]
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