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O presente trabalho tem como pretexto a unidade temática Questionamento da cultura científico-tecnológica (programa de Intr. à Filosofia, 11º ano)

[Sinopse do filme (de John Woo, 2000 - USA)
"O agente secreto Ethan Hunt reúne-se novamente com a sua equipa de agentes. A sua missão é recuperar e destruir um vírus mortal desenvolvido por australianos antes que este caia em mãos erradas."]
 
 

 

MISSÃO IMPOSSÍVEL II
 
Ana Carolina Marques

11º/O (ESAM 2003/04)

 

Problemas

  • Neutralidade ou responsabilidade da Ciência?
  • Pesquisa para a Ciência ou para o Cientista?

Tese

A Ciência é dita neutra até o Homem a usar como meio. O cientista necessita ser imparcial, embora isso nem sempre suceda.

Argumentos

A Ciência enquanto elemento neutro não se limita, continua sempre em constante busca do conhecimento. O conhecimento só é neutro até ao momento em que é procurado pela autoridade, política ou não, para ser usado como meio real. Este filme retrata um conhecimento científico (a doença Quimera) a ser usado de um modo calculista: esta doença vai ser usada como meio de se conseguir enriquecer à custa da venda do antídoto para a combater: para esta ser combatida terá que existir, daí o homem que tem em posse esse antídoto espalhará a doença para assim conseguir a venda do medicamento, e à custa disso enriquecer (o poder, a ambição).

O mau uso ou o uso desumano e desequilibrado deste conhecimento, canalizado para fins moralmente odiosos, pode ter consequências catastróficas humanitárias, neste caso traria morte e sofrimento.

Tem que haver um controlo governamental neste tipo de investigações (através de novas leis políticas – do Direito), e uma intervenção consciencializada do cientista no seu próprio trabalho, escolhendo este a melhor opção para um melhor conhecimento; é que, se este conhecimento apresenta mais contras que prós, terá que ser, ou deveria ser, em favor da segurança mundial, destruído ou escondido ou evitado.

A aliança com políticos e militares torna o cientista e o conhecimento científico subordinados aos interesses destas classes, muitas vezes. Vale lembrar que ambos, políticos e militares, muitas vezes se comportam e agem de maneira insana sem ao menos medir os custos que as suas decisões podem acarretar.

O Homem passou a admirar e a cultivar de tal forma a demonstração de poder e destruição, instrumentada pela Ciência, que novos e “maquilhados”, e porque não maquiavélicos, “Hitleres” estão a governar o mundo.

A busca do poder é tanta, que a própria instituição científica passa a se corromper e se auto-sabotar, chegando a fechar os olhos para um factor muito importante: a Ética. A Ética, uma linha extremamente ténue, quase invisível, que divide o que é “certo” e o que é “errado”, muitas vezes é transposta, mesmo sabendo-se da sua existência.

Este texto faz parte de um trabalho onde se olha a ciência através do cinema e tem a seguinte estrutura:

[Jun/2004]


 
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