| Ditos e ditotes | Ele há cada um... | Filósofo... em PESSOA |
|
Página inicial |
Ameaças de filósofos | Outros cantos | Com prazo de validade | Ciberfilosofias | Lexicon |
| A
acção humana é
o título de uma rubrica da 2ª unidade temática do programa
de Filosofia (10º ano - 2003/04) [ver a rubrica aqui]
|
CONDICIONANTES
Será que o homem pode fazer
tudo o que quer?
É nas situações particulares, que o homem tem experiência da liberdade. O homem concreto, identificável pelo nome e pelo rosto, vivencia situações, concretas também, e é nelas que sente o que é ser livre e se apercebe dos obstáculos que se opõem à realização daquilo que deseja. Condicionantes físico-biológicas Todo o homem é condicionado
pela morfologia e fisiologia do seu próprio corpo. Directamente ligadas à componente
biológica do homem situam-se as motivações
primárias que interferem também em todo o comportamento
humano. Condicionantes histórico-culturais A construção do ser humano decorre num ambiente social que exige a sujeição a um sistema de regras que norteiam o seu relacionamento com os semelhantes. Esta aferição dos modos individuais de reagir pelas normas e padrões sociais vigentes vai-se efectuando à medida que se desenrola o processo de socialização.
É inegável que o homem
reflecte as condições do meio social e histórico
em que nasce e se desenvolve. Assim, o homem do século XX tem de
ser necessariamente diferente do homem do século VI, e ambos diferentes
do homem pré-histórico. As dissemelhanças observadas
explicam-se pelos condicionalismos culturais das diferentes épocas.
De uma para outra, diferem não somente as relações
sociais, como também as formas de aproveitamento da natureza, os
recursos técnicos e científicos, os sistemas de valores,
os conceitos de educação, etc. Por isso, quando queremos
compreender, por exemplo, a personalidade e o trabalho de um cientista,
de um filósofo, de um político ou de um artista, há
que fazer o enquadramento histórico adequado. A antropologia fornece-nos exemplos sugestivos, evidenciadores do facto de o homem trazer patente na sua personalidade o cunho indelével da cultura própria da sociedade em que se desenvolve. Tais exemplos mostram como os padrões culturais, exteriores e anteriores ao indivíduo, são capazes de actuar sobre ele, moldando-lhe o comportamento segundo formas que ele próprio não escolheu. Para além de serem exteriores, os padrões possuem carácter constrangente, pelo que somos obrigados a segui-los, sob pena de marginalização. Em suma, todos nós conhecemos entraves quando, muitas vezes, pretendemos actuar. Alguns obstáculos situam-se em nós mesmos, enquanto outros provêm do exterior. É que os acontecimentos, o mundo natural e biológico, o espaço físico e social, o corpo, a hereditariedade, as opiniões alheias, as crenças, as escolhas já feitas, os hábitos e o nosso próprio inconsciente interferem grandemente como condicionadores da nossa actuação livre. ©Jan/2004 |
|
Página inicial d' O Canto da Filosofia |
|