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LEXICON |
Significado comum: Excessiva admiração
que nutrimos por nós próprios; tendência anormal e excessiva
para sentir prazer na contemplação da própria imagem.
Em Psicanálise: fixação afectiva
em si mesmo; estádio da evolução sexual infantil durante
o qual o sujeito "começa por considerar-se a si próprio, o seu
próprio corpo, como objecto de amor" (Freud).
Narciso na Fonte de Caravaggio |
Em mitologia grega, filho de Cefísio,
rei da Fócida, e da ninfa Liríope, célebre pela sua
beleza. Insensível ao amor apaixonado de Eco (filha do Ar e da
Terra, que vivia nas margens do Rio Cefísio e viria a morrer de
amor) e de outras ninfas, foi punido por Nemesis. Consultado por Liríope, Tirésias, adivinho famoso, preveniu-a de que o filho viveria muitos anos, desde que não contemplasse a sua imagem. Um dia, ao regressar de uma longa caçada, Narciso sentou-se à beira de uma fonte e, enamorado pela sua própria imagem reflectida na água, ao tentar abraçá-la precipitou-se no fundo, onde morreu. Junto da fonte floresce a flor que tem o seu nome, símbolo de presunção, vaidade e egolatria. |
Defendendo que "o Natal é
uma festa cristã de importância crucial para a civilização
demoliberal a que pertencemos", João Carlos Espada,
em Tradição da Liberdade, explicita esse ponto de
vista estabelecendo ligações entre o pensamento liberal
e o cristianismo.
"Se a prossecução do eugenismo
positivo acarretar uma perda na diversidade biológica e cultural ou significar
a substituição da diferença pela oposição
e pela hierarquização, legitimadora do exercício do poder
de parte da humanidade sobre outra parte — como aconteceu há ainda bem
pouco tempo na Alemanha nazi —, então
é porque a “espiral do desejo” rompeu com o círculo da responsabilidade"
(do texto Os Bebés-Proveta e a filosofia).
Ver também Plotino.
Ver também Sadismo.
Ver os
verbetes Mecânica
quântica e Einstein.
NIETZSCHE,
Friedrich Wilhelm (15/10/1844-Weimar, 25/8/1900)
Filósofo alemão, filho e neto de pastores luteranos. A
origem da tragédia foi o seu primeiro grande livro. É
famosa a frase com a qual anunciou o fim do ascetismo religioso: "Deus morreu".
"Na realidade, Nietzsche tentou romper as duas mais veneráveis 'máscaras'
da civilização europeia: Deus e a pessoa humana. Proclamou
a 'morte de Deus' porque, num mundo dominado
pelo acaso e agitado caoticamente por forças irracionais, Deus não
tem lugar; e negou toda a realidade à pessoa individual, considerando-a
a simples expressão de uma ou outra inclinação particular
ou a sede do conflito entre diferentes inclinações." (Abbagnano
- Nomes e Temas da Filosofia Contemporânea,
p. 11).
| ||| | "A tese da morte de Deus foi o principal legado de Nietzsche ao existencialismo de Sartre" (texto Existencialismo) |
| ||| | Nietzsche foi também compositor. Ouça (e grave) 4 composições musicais suas (entre as quais 2 lied). |
| ||| | O site espanhol Centro telemático de Filosofía lista um conjunto de hiperligações para sítios recomendados, bibliografias e obras on-line sobre/de Nietzsche [ir para essa página]. |
| ||| | Ver citação de Nietzsche no verbete Corpo, o texto A Guerra, um extracto de Assim Falava Zaratustra [Das três metamorfoses (do espírito: em camelo, em leão e em criança)] e referência (breve) no verbete Veracidade. |
| ||| | Incluídos num conjunto de recursos orientados para o programa do 12º ano de Filosofia, O Canto publicou um trabalho de um aluno sobre A origem da tragédia; Nietzsche, um filósofo actual.( para uma visão global do pensamento de Nietzsche e uma fundamentação da sua actualidade); As mulheres vistas por Nietzsche. [Ver o índice dos recursos referidos]. |
| ||| | O texto Filosofia da Idade Contemporânea aponta a filosofia de Hegel (e as reacções contra ela -- nomeadamente, a do "vitalismo de Nietzsche") como uma das linhas fundamentais da filosofia contemporânea. |
| ||| | Nietzsche e as mulheres |
Ver também Morte
de Deus e Nietzsche.
[Actualização
a 05/03/09]
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